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Nossa História

O município de Buriti Alegre está localizado no Sul Goiano, sendo pertencente à micro região do Meia Ponte, vertente do Paranaíba, 360º, Sul do estado de Goiás, às margens da GO 210. Faz parte do Estado de Goiás, com cerca de 900 km² de área. Têm os municípios de Itumbiara, Goiatuba, Morrinhos, Água Limpa, Corumbaíba e Tupaciguara (MG) como aqueles limítrofes.

Buriti Alegre fica a 192 km de Goiânia, Capital do Estado de Goiás, pelo acesso a (Goiânia, Bela Vista, Piracanjuba e Morrinhos) e a 305 km de Brasília, Capital Federal, pelo acesso a (Brasília, Cristianópolis, Caldas Novas, Marzagão e Água Limpa). Possui uma altura de 620 metros, e localidade geográfica 49º02’38” de longitude e 18º08’38” de latitude, numa densidade demográfica 10,8. A topografia apresenta-se com partes plana e parte montanhosa.

Encravado na bacia fluvial do Paranaíba, o município é banhado por diversos rios, destacando-se o Paranaíba e seu afluente Corumbá, constituindo assim a cabeceira-mor do Paraná e o rio Piracanjuba, que deságua no rio Corumbá.

Possui uma população de aproximadamente 9.057 habitantes sendo, 4.599 do sexo masculino e 4.458 do sexo feminino. Possui uma densidade populacional de quase 10.06 habitantes por Km², segundo o IBGE.

Segundo POLACIN, a forma de criação das vilas, arraiais e povoados em Goiás surgia em sua grande maioria, das vias auríferas e das paradas para pousos, devido à extração de ouro na região, e principalmente da posição geográfica entre Minas Gerais e Mato Grosso. Os Bandeirantes estavam à busca de ouro, principalmente nas regiões mais afastadas, qual era um dos principais produtos de exportação da economia brasileira. (POLACIN, 1986 p.13-14).

Na ATA DOS TRABALHOS DE CONSELHO MUNICIPAL DA VILA DE BURITI ALEGRE, consta que em 1910 a Sra. Maria Teixeira, devota de Nossa Senhora D’Abadia fez a promessa de construir uma Capela em homenagem à santa que erege a sua fazenda, “Fazenda Buriti”, situada às margens do Córrego das Antas, do proprietário Sr. Maneco. Iniciando assim o marco da fundação do atual município de Buriti Alegre.

A Capela foi construída pelo Cel. Leonel Antunes Maciel, servindo a princípio para a realização dos rituais em louvor à santa, surgido assim o povoado em torno. Esse período (1921-1923), a Srta. Ana Rita do Espírito Santo faz uma doação de 64 (setenta e quatro) alqueires de terras para a formação do patrimônio de Nossa Senhora D’Abadia.

Orlado BARBOSA, em “Álbum de Goiás”, cita que “a sua elevação à categoria de vila coube ao Dr. Luis Ramos de Oliveira Couto, então juiz de Direito da comarca de Santa Rita do Paranaíba, a assinar a emancipação da então Nossa Senhora D’Abadia.” (BARBOSA, 1935, p.167)

Por ser uma região privilegiada e fértil o povoado cresce, e em 30 (trinta) de junho de 1914(mil novecentos e quatorze), foi criado o Distrito de Abadia de Buriti Alegre, pela Lei Municipal de Santa Rita do Paranaíba Nº. 072, atualmente, Itumbiara. A primeira casa a construída foi do italiano Marcos Fanty, atualmente situada a Rua Dr. Americano do Brasil, com as mesmas características de sua construção. Pela Lei Municipal Nº. 083 (oitenta e três) de Santa Rita do Paranaíba foi determinada a instalação do Distrito, que se deu no dia oito de março de 1915.

Foi elevado à categoria de município por Lei Estadual no dia 24 de junho de 1920 e instalado no dia 24 de junho do mesmo ano, tomando posse o primeiro intendente Dimas Olímpio de Paiva. Por Lei Estadual, foi elevado à categoria de cidade no dia 24 de junho de 1927. Também por Lei Estadual foi criada a Comarca no dia 24 de março de 1936.

A origem do nome de “Buriti” se deu devido à quantidade de palmeiras buriti presente na região, principalmente no brejo e “Alegre” pelo canto de felicidade dos pássaros que desfrutavam de suas castanhas, permanecendo assim a então Buriti Alegre. (LEI ESTADUAL Nº821, 30/05/1927)
Confirma-se a partir daí que Buriti Alegre tem como data de seu aniversário 24 de junho devido à emancipação do município em 1927, mas a idade de existência é de 1910, pelo núcleo populacional comprovado pela escritura das doações de terras, qual não se encontra no arquivo do Cartório de Buriti Alegre, nem na Comarca de Itumbiara.

Francisco de BRITO retrata o desenvolvimento da cidade desde a sua chegada em sua cidade, narrando os acontecimentos principais, como: […] Em 1918, foi instalada a primeira linha telefônica interestadual de Goiás, ligando Buriti Alegre a Uberlândia […] Em 1919, surge o Sindicato do Crime, composto por homens conhecidos na cidade, quais pegavam serviços para matar, sendo todos encomendados através do escritório na cidade […] Em 1921, chegavam o primeiro médico Dr. Brasil Ramos Caiado e o primeiro engenheiro, Jales Machado de Siqueira […] Em 1º de janeiro de 1923 é inaugurado à energia elétrica no município, gerada por uma usina hidrelétrica construída pelo engenheiro recém chegado, sendo a pioneira no Estado, qual nem a Cidade de Goiás, capital do Estado possuía esse beneficio. (BRITO, 1980, p. 87-185)

Em 1935, no município havia cerca de 21.000 habitantes, sendo que 2.700 na cidade e 18.400 na zona rural. A cidade era iluminada com energia elétrica e sua principal riqueza era a criação de gado, vindo depois à produção de café, arroz, algodão, cana-de-açúcar, feijão, amendoim, milho e fumo.

O município fabricava móveis, manteiga, queijo, aguardente, arreios, selins, preparo de couro, roupas e tecidos, quais também eram vendidos para São Paulo. Na área educacional contava com a Escola Estadual Pedro II, o Colégio São Paulo, além das escolas rurais.

A sociedade vivia de forma elitista e as maiores festas estavam ligadas aos fatores religiosos. Sua economia provinha da criação de gado, principalmente do Zebu, auge no município, considerado a “Capital do Boi Zebu” no Estado de Goiás.

Surge o Jornal “O Buriti”, pelo Sr. João Guilherme Chaves, qual cobre todos os acontecimentos da cidade após sua fundação, dentre eles: A Instalação da Agência do Banco do Brasil, a primeira da região e a terceira do Estado de Goiás; A construção do Aeroporto local, com rotas de grandes aviões: Nacional, Jaspe e Erosio, sendo referencia no Brasil devido à qualidade de vida da população estar ligada aos costumes cariocas; A Fundação da Radia Clube de Buriti Alegre, informando a população com os grandes acontecimentos; Grandes empresas se instalaram em Buriti Alegre, como a Casas Pernambucanas, Revolução, Casa Martins e Empresa Anglo. (Jornal “O BURITI”, 1935 a 1940).

Tem sinal de declínio na cidade, com a Crise do Zebu (1945-1950) que afetava o país, perde valor no mercado, tem se um declínio na economia do município. Muitos criadores do gado zebu transferem seus negócios para outras regiões, outros vão investir em outros setores.

Com a implantação da BR- 153 (1950) e com a política local, faz com que o futuro progresso promissor de desenvolvimento fosse desviado da cidade, para cidades circunvizinhas, passando-se assim a BR-153, distante do município de Buriti Alegre. Notam-se nas cidades das quais foram beneficiadas (Morrinhos, Goiatuba, Itumbiara) com a passagem da BR-153 um elevado salto para o desenvolvimento econômico e modernidade. Cresceram em função do acesso facilitado as demais regiões do país e interesse de instalações de grandes indústrias no local. Hoje ela é a principal via de transporte de passageiros e escoamento da produção agrícola entre Norte, Sudeste e Sul do país. Nota-se que hoje a BR-153 é fundamental para a economia goiana, e o trecho Goiânia a Itumbiara é o principal corredor de escoamento das principais indústrias do Estado. (BERTRAN, 1998).

As questões políticas no Estado sempre foram marcantes, como o coronelismo sustentado pelos grandes fazendeiros, que mesmo com o seu fim deixa marcas ainda permanentes ao longo prazo (1950-1960). Na política local sempre prevalecia à rivalidade e brigas particulares, deixando de lado o pensamento em prol do município para seu desenvolvimento. Eram administrados em fins de causa própria, ficando assim uma classe prejudicada, sendo rivais os mesmos partidos do Estado, UDN X PSD, mantidos pelas famílias de nome local com apoio do governo estadual. (ABRANTES, 2002).

Em 1972 teve-se a 1ª Exposição Agropecuária Regional com duração de 3 dias, tendo uma grande repercussão no Estado, envolveram pecuaristas, fazendeiros, agricultores do município e dos circunvizinhos, expandindo o nome de Buriti Alegre como “A Capital do Gado” de Goiás para todo país. Entre os grandes nomes da época se destacam: Francisco Inácio, Chico Inácio Ferreira, Gerônimo Gomes Machado, Brás Cardoso Filho, Jorge Tavares Junqueira, Eduardo Ezídio, Sergio Carrijo Junqueira, Cassildo Inácio, Lico do Prado, entre outros. (ABRANTES, 2002)

Nas décadas de 80 e 90 o município ganhou a construção do Estádio Edgar Martins Ferreira, Cadeia Pública, Mercado Municipal, Creches, Ginásio de Esportes Rubens Messias Ferreira, Praças, Conjuntos Residenciais, havendo no município um grande progresso em um curto espaço de tempo, investindo na infraestrutura do município. (Fonte: REZENDE, 2007. Extraído do trabalho de pesquisa de Carlos Henrique Rezende, Monografia/2007).

Filhos Ilustres

Buriti Alegre é um município conhecido Brasil a fora por ter entre seus filhos diversos artistas, escritores e políticos conhecidos no cenário estadual e nacional. Personalidades com atuação nas mais diversas áreas do cenário goiano e até brasileiro têm um ponto em comum: nasceram ou tiveram grande participação no desenvolvimento da cidade de Buriti Alegre. Gilberto Marques Filho atualmente desembargador; Otávio Lage de Siqueira é outro nome buriti-alegrense que se destacou no cenário político. Nascido em 1924, filho de Jalles Machado de Siqueira e Beatriz Lage de Siqueira. Otávio Lage governou o Estado de 31 de janeiro de 1966 a 15 de março de 1971; Jovair Arantes, filho de José de Oliveira Arantes (Juca Arantes) e Maria José de Oliveira Arantes é filho de Buriti Alegre e cumpre seu 5º mandato de deputado federal; José Roberto Ferreira, o Marrone, filho de Buriti Alegre, faz parte da dupla Bruno & Marrone; Hélio de Souza ocupou vários cargos importantes dentro do Governo Estadual e atualmente é o deputado estadual representante do município na Assembleia Legislativa; Cel. J. Caetano Machado foi coronel da Guarda Nacional e um dos pioneiros do município; Antônio de Lisboa Machado Foi Procurador Geral do Estado e Procurador da República e deputado estadual e federal; Alcindo Caetano Machado, empresário, um dos pioneiros do município e sogro do deputado federal Vilmar da Silva Rocha; Feliciano Machado Braga Foi Promotor de Justiça e juiz de direito, e concunhado do então governador José Feliciano Ferreira.

Economia

Buriti Alegre é um município que tem sua economia sustentada no agronegócio (campo e agroindústria) e no turismo, sendo o agronegócio o que contribui com maior parte para formação do PIB (Produto Interno Bruto). O setor de agronegócio se destaca pela produção pecuária, agricultura e avicultura. Tem ainda uma produção agrícola que produz em grande escala arroz, milho, soja, banana, laranja, tomate e sorgo. Na pecuária, o rebanho é formado por bovinos para abate, ordenha suprindo a demanda da cooperativa de produtores que além da comunidade local abastece outros municípios da região, criação de suínos e aves em número elevado para atender a demanda dos frigoríficos locais.

Rebanho/Espécie/Produção Quantidade
Bovinos 90.500 cabeças
Equinos 1.500 cabeças
Bubalinos 89 cabeças
Asininos 10 cabeças
Muares 20 cabeças
Suínos 1.850 cabeças
Caprinos 160 cabeças
Ovinos 40 cabeças
Frango para corte 40.000.000 cabeças
Galos, frangas, frangos e pintos 4.700.000 cabeças
Galinhas 25.000 cabeças
Vacas ordenhadas 8.500 cabeças
Leite de vaca – produção 9.180 Litros
Ovos de galinha 67 Mil dúzias
Mel de abelha 200 kg

Cultivar Área (há) Produção (ton) Vl. R$
Banana (cacho) 500 7.350 20.800.500,00
Laranja 297 3.564 7.680.420,00
Arroz (em casca) 300 750 287.250,00
Cana-de-açúcar 1.300 111.800 803.730.200,00
Melancia 8 172 18.232,00
Milho (em grão) 650 4.380 7.310.220,00
Soja (em grão) 11.800 31.034 664.531.042,00
Sorgo (em grão) 1.300 5.330 6.108.180,00
Tomate 5 129 9.288,00

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